sábado, 10 de março de 2012

Macumba Evangélica


Neste promissor mercado das crenças, Deus virou brincadeira. Usado como objeto de todo tipo de palhaçada, pelos estelionatários da fé. A ultima invencionice é uma das mais lamentáveis. Neste episódio, Ele, Deus foi feito, transmutado em uma espécie de Robim Wood celestial. Segundo o mercenário em questão, Deus, o deus da igreja dele, ta roubando dos ricos para dar aos pobres. Mais precisamente, está rackeando sistemas bancários e apagando dividas de fieis, contribuintes. É claro, contribuintes da sua denominação. Neste surto divino do deus mamon, para que não sabe, o deus dinheiro, atendendo a caprichos de maus pagadores, este deus estranho, se colocou a incentivar o estelionato e a má administração econômica domestica. Sua agencia terrena de barganhas e caducamento de dividas, tem nome e tem endereço. Basta contribuir com determinada importância, retirar o paninho mágico e, tabajara, seus problemas acabaram. Este deus estranho, da tal igreja, deu de incentivar a inadimplência, apagando dividas nos sistemas bancários. Bom, já diz o ditado: “Ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão”. No entanto, neste caso poderíamos dizer que ladrão que rouba o povão, tem o direito diabólico, de usar Deus no processo e enganar os incautos impunemente e continuar enganando. Basta retirar o pano, passá-lo na porta do banco e zasss! A divida desaparece. O fiel pode sair e gastar tudo novamente, irresponsavelmente, estelionatárimente, transferir a divida para Deus e pronto. Passa o pano, é fácil, pratico. Passa o pano e Deus passa o pano também.
          Para se ter sucesso, este sucesso deste deus Mamon, é fácil: basta contribuir, dar dinheiro, dividas caducam, promoções são geradas, sem que o fator competência seja importante e até a educação torna-se irrelevante. Passe o paninho e esta tudo certo.
            Eu não sei onde isto vai parar e qual a semelhança entre este cristianismo e a mensagem de Cristo e que tipo de Cristão são estes que não conhecem seu Cristo. Houve um tempo em que Cristo pregava a integridade, a honestidade dizendo que o pão de cada dia era suficiente. Hoje cristãos em seu nome, estão enriquecendo de qualquer jeito e caducando dividas em nome dele. Facilitar a vida humana ninguém quer, olhar para o lado nada, estamos vivendo um processo de adoecimento coletivo. Hoje fui advertido sobre o risco eminente de eu ser cortado do mundo dos viventes, porque tenho me levantado contra Deus. Ora, se eu morrer, morri, mas não me fiz conivente com a mentira. Se há Deus e sendo este Deus justiça, certamente ganharei algum credito defendendo a verdade. Isto posto que estou fazendo apologia da verdade, para que o mundo, Deus e tudo o que é bom, não caia em descrédito, pela associação que se faz de Deus com todo este lixo. Infelizmente as vitimas destes loucos, anti-cristos, lobos travestidos, não buscarão jamais ajuda profissional, pois para eles a ciência, a psicologia é o próprio diabo..
         João Luiz

Errar o Alvo



Errar o alvo é ato normal daquele que iludido, sai da rota atraído e auto-enganado pensando de si mesmo, estar certo. Há em nós a percepção da verdade e toda a mentira na qual acreditamos é a nossa própria mentira. Não somos enganados senão por nós mesmos. Não nos faltam justificativas e razões para os nossos atos, quando queremos algo. Nos é comum, o fechar de olhos a uma realidade que não queremos ver e de como vemos, somente oque queremos. É incrível a nossa capacidade de auto-convencimento, quando queremos nos deixar levar por alguma pulsão interior, por algum desejo incontido. Paixões, loucura, esfolar-se, ralar-se, com persistência. Certinhos e controlados, quando de fato o são, não julgam. Quando julgam é por que, mesmo na subjetividade, também o são, apenas não materializaram, algo ainda não se fez carne, não veio a público. 
            João Luiz

terça-feira, 6 de março de 2012

Minha Verdade


A verdade mais importante é a nossa verdade. A verdade de quem somos, das nossas construções. Se não sei quem sou certamente não encontrarei o meu lugar na vida. Há tantos caminhos e tantas identificações, mas será que não estou julgando o outro, pelas minhas próprias doenças? Venho descobrindo que o meu enigma é tão grande quanto o enigma do universo e que nenhuma verdade me será útil, sem que antes a minha própria verdade se revele. Se não sei quem sou, sigo transferindo, projetando e me enganando. Negando e desprezando no outro a verdade que não gosto em mim. Sem autoconhecimento não há relação, não há dialogo saudável para fora. Conhecimento de fora, sem autoconhecimento é escuridão. Quem não olha para si, não vê o mundo como o mundo é. Olhos bons são imparciais e quem se julga, não julga. Se minha verdade está equivocada, minha vida é um equivoco. Para os teólogos de plantão, que me consideram herege, cito as palavras de Jesus: “A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz; Se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas!
        João Luiz

Luz e trevas


      "Existe apenas um bem, o saber, e apenas um mal, a ignorância".
         Sócrates
 
          Na língua hebraica, dos originais da bíblia, a palavra luz e trevas são as mesmas usadas para definir conhecimento e ignorância.
          Jesus disse: “Eu vim trazer luz”. Dizendo com isto que, Ele veio trazer conhecimento. Logo, ele trouxe luz libertadora, não como magia instantânea, do acender das lâmpadas celestiais, mas como verdade pratica da vida. Propôs uma jornada, um amanhecer gradual de luz, para os que rejeitam a escuridão. Ele não trouxe religião que aliena, mas verdade que liberta. Veio mostrar o caminho do auto-conhecimento. É evidente que usurparam seu nome e corromperam a sua mensagem. E a luz, esta, infelizmente, tornou-se em trevas.
            O mal, este permanece no poder, porque o homem ama mais as trevas do que a luz. Querem formulas, não querem jornada. Querem um caminho pronto, não querem construir os seus próprios caminhos. Rejeitam a responsabilidade da liberdade, querem a condução cega de outros cegos. Trevas!

           João Luiz

domingo, 4 de março de 2012

Fazer o mal é humano, fazer o bem é divino

Penso que fazer o mal é natural, esta em nós. Já fazer o bem, este sim, já é da decisão, e esta, tem seu custo anterior a ação, que é a da renuncia sacrificial. O pior é que, não fazer o bem, já é fazer o mal. Sem duvida que pecamos muito pela omissão. Felizmente o amor cobre uma multidão de pecados. É fato que, quando amamos mais erramos menos. Por isso, não tenho dúvidas que o amor substitui eficazmente qualquer que seja o rito religioso. Quem faz o bem paga pelo prazer que o bem proporciona como retorno, quem faz o mal se deixa levar e nesta onda, acumula males ínfimos em seu psiquismo culposo e a fatura, tarda mais não falha.
         João Luiz

Mais amor menos juizo


Existem fatores inimagináveis, motivadores de nossas ações. Coisas que a ciência explica e outras tantas que não pode conceber. Por isso, o preconceito é uma estupidez e conclusões precipitadas, uma violência. Atestamos de nossa idiotice todo dia, ao opinarmos com tanta facilidade, sobre terceiro. Até a justiça era, mesmo quando munida com a mais ampla gama de fatos. Há na subjetividade, no limite de nossa razão, razões que a própria razão desconhece. O amor, absorve tudo. 
         João Luiz

Discursos, Falam do que não Somos


Pessoas que realmente marcaram sua passagem por aqui, não eram dadas a sofisticações e a discursos. Pessoas que deram significado a própria existência, viveram pelo outro, um dia de cada vez na simplicidade e sem ansiedades. Ora o discurso pretende convencer pela argumentação, mas o que é evidente precisa, por ventura de realce? Será que realçar, não é uma tentativa em ressaltar o minúsculo, o que de fato não é? O autentico, porventura não dispensa marketing e apresentações? Nossos discursos falam apenas do que não somos. Vejam os nossos políticos, vivem de discursos enquanto fazem muito pouco. Pastores pregam o dia todo, mas raramente se vê poeira em seus pés. Eu escrevo muito, confortavelmente em minha poltrona e com o notebook no colo.
João Luiz