segunda-feira, 30 de junho de 2014

Santo

O passado, calado, velado morreu...
Em sua mente, um ente descente.
Viveu do que tinha, o coitado!
o que fez, foi semente, colheu...
E se não bastasse sua sorte,
um coração que sofreu,
não esquecendo o rancor.
Em sua dor, o invoca da morte...

Coração com paixão no flagelo
seu anelo é a lamentação
sem ação, entregou-se inteiro
forasteiro se fez no presente
nega indulto e se faz companheiro
do tal putrefato insepulto
vivenciando as feridas do morto
perpetuando a dor de seu luto

O passado morreu mas ficou
se cravou neste ser que sentiu
ele viu, mas mentiu, se enganou
e se deu, que instalou-se a miséria
Que tragedia, ele nada aprendeu
foi inútil sofrer tanta dor
não reteve o útil tal fútil
professor desprezou se esqueceu

O esperto a magoa enterrou
sepultou e seu morto esqueceu
aprendeu, solução sempre vem
vive bem a saúde é o perdão
ilusão, desconhece não tem
diz amem, vai alem, sem espanto.
é na dor que se forja um santo
É um encanto as razões do amor...

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