E para escrever poesia
concedia um indulto a morte
fazendo de minha sorte
um estulto insulto a vida.
E pra saciar minha vaidade
miragens transcrevia
amando a vocação para a dor
ao manchar de tinta as entrelinhas
...
segunda-feira, 30 de março de 2015
Caminho
Eu tenho o meu caminho,
porem não sei o que há
alem daquela curva...
mas não importa!
vida torta,
água morta,
o que suportas,
tudo o que sentes!
definitivamente,
não é a minha sina...
Nesta estrada com espinhos
a morte é tida como certa
talvez esteja na próxima curva...
mas tanto faz
o que traz
satisfaz
e apraz
as limitadas mentes
definitivamente
porem não sei o que há
alem daquela curva...
mas não importa!
vida torta,
água morta,
o que suportas,
tudo o que sentes!
definitivamente,
não é a minha sina...
Nesta estrada com espinhos
a morte é tida como certa
talvez esteja na próxima curva...
mas tanto faz
o que traz
satisfaz
e apraz
as limitadas mentes
definitivamente
com todas as respostas da vida
sábado, 28 de março de 2015
É um engano cumprir a tarefa
Se o fogo queima o papel
Se um vírus destrói o arquivo
deste livro que não será lido
onde digo, desligo, não sigo
prosseguindo sem nada saber
meu querer é antever o destino
o já dito persisto escrevendo
Revolvendo o obvio previsto
validando o meu nada fazer
adiando o presente sentido
Que terrível esta gente demente
Que acumula feituras do lixo
Feito bicho enchendo seu buxo
no estulto sepulcro de bens
no estulto sepulcro de bens
esquecendo o caixão que é só seu...
Seu luto é inútil seu tolo
O Seu dolo enfadonho é o fútil
Ai de mim que deixei de sonhar
Uma cova me basta no fim
Enfim todo plano perece.
Na quermesse das tantas tarefas
Propósito
E o sopro se faz sentir
constantemente inconstante...
O vento quer e vai
livre das lógicas mortais
desde sempre, doravante...
Fora da caixinha consoante!
sem forma, informatável
o vento faz o que quer
livre dos contextos
para sempre incontestável...
Os planos se fazem pó
prevalecendo o propósito...
e o mar já não existe...
sopra o Espirito sobre ossos
E a vida acontece...
constantemente inconstante...
O vento quer e vai
livre das lógicas mortais
desde sempre, doravante...
Fora da caixinha consoante!
sem forma, informatável
o vento faz o que quer
livre dos contextos
para sempre incontestável...
Os planos se fazem pó
prevalecendo o propósito...
e o mar já não existe...
sopra o Espirito sobre ossos
E a vida acontece...
segunda-feira, 23 de março de 2015
Conspiração
há uma conspiração da divindade
Que me mantem por aqui
e eu me folgo,
posso, relaxo e gozo!
Nem penso mais em partir!
todavia, se a via do ir
a sorrir me vier?
seu viés acolherei e não lamentarei jamais!
quem me cuida e preserva,
sabe muito bem o que faz...
Que me mantem por aqui
e eu me folgo,
posso, relaxo e gozo!
Nem penso mais em partir!
todavia, se a via do ir
a sorrir me vier?
seu viés acolherei e não lamentarei jamais!
quem me cuida e preserva,
sabe muito bem o que faz...
quarta-feira, 11 de março de 2015
Inconveniencia
conveniente inconveniência
quem mandou sobrepujar
o cor de rosa dos meus muros
com o absurdo de seu cinza
quem mandou calar meus planos
desbotando o meu azul
me tratar feito comum
se rindo de minhas metas
tenha a santa paciência
sua arrogante intrometida
dona da incoerência
me devolva a juventude...
quem mandou sobrepujar
o cor de rosa dos meus muros
com o absurdo de seu cinza
quem mandou calar meus planos
desbotando o meu azul
me tratar feito comum
se rindo de minhas metas
tenha a santa paciência
sua arrogante intrometida
dona da incoerência
me devolva a juventude...
ingrata vida vira-lata
Se estou vivo ainda posso!
minha dor sossega e passa
persistindo já me esqueço
nem percebo e aconteço
nosso pão ainda basta
Estou vivo sei que posso
o que é nosso é o nosso ser
na desgraça deste ter
o saber perdeu a graça
ingrata vida vira-lata...
minha dor sossega e passa
persistindo já me esqueço
nem percebo e aconteço
nosso pão ainda basta
Estou vivo sei que posso
o que é nosso é o nosso ser
na desgraça deste ter
o saber perdeu a graça
ingrata vida vira-lata...
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