domingo, 16 de fevereiro de 2014

Alienado



Optamos por não dar sentido a vida

E vivemos sem significado

É claro que existe um propósito, a minha esperança...

as respostas estão em nós, mas para dentro, ninguém quer viajar

enquanto isso nossos hologramas, não se relacionam...




fala-se muito em Deus,mas sem um eu, não há conexão

e então sou assim, sou assado, nada sou

enquanto eu for, segundo a validação do outro

seguirei quase sem respostas
pela via da ciência tateante

enfim, a religião vai alem,
Deus gosta, não gosta, padrões e nenhuma resposta
Faça isso e aquilo
Feitico de toda sorte, Barganhas, Fugas, compromisso, sacrifício, nada
E seguimos sendo quem não somos

Capitalismo e psiquismo em retalhos

O capitalismo se sustenta na loucura
propagandeando o consumo
seu alvo, o psiquismo em retalhos
das massas arrebanhadas dos homens
e tal qual verme malcheiroso jaz nas fezes
putrefatas da humanidade,
equilibrando-se na insustentabilidade da doença...

Um sonho de consumo
um penico de dejetos
um planetas destruído
orgulhosos exibem cocô
e chamam isto de progresso...

enfim, a tragedia é eminente
pois doença produz morte
seu fim é certo
porem, leva consigo a nossa sorte...

Não perdoo

não me perdoem padres, bispos, pastores
não me perdoem senhores, mercadores da fé, mercantilistas de almas,
padronizadores de homens, intermediários impostores,
tiranos opressores, papas e papinhas,
desnecessários papagaiantes, criadores de regras, limitadores do ser, alienadores do povo, dogmatizadores do vil, construtores de muros, sistematizadores de Deus, mestres da herege teologia, ungidos levíticos da extinta lei,
intermediários vãos, déspotas usurpadores do Cristo
Não quero, mediação, sua cobertura, tão pouco o vosso perdão.
Não me perdoem sonegadores da verdade
coadjuvantes do sistema dominante, capitalizadores oportunistas, vociferantes mentirosos, surtados chauvinistas, santos narcisistas,
amantes do lucro, vergonha do evangelho, devoradores de gente,
lucrantes da ignorância, reinantes da alienação
não me perdoem...
Enfim, tudo passa e o dia chega
eu sei que grande susto terão, diante da implacável hora.
então vejam, entendam e tremam lobos travestidos em ovelhas
Arrependam-se que ainda é tempo!
libertem o povo,
o véu se rasgou, seu trunfo acabou, trabalhe e coma,
anuncie boas novas e cale no peito este seu hipócrita sermão,
deixando definitivamente este cristianismo esquizofrênico, anti-cristo, sem Cristo,
para finalmente ser Cristo para todos, na vida, na pratica,
amando sem medida o igual e desigual,
sem palavras,sem moralismos, juizos, padrões, formulas e afins
encarne Deus, seja Deus, viva Deus
pois já não há posição, hierarquia ou classe.
Ele está em todos e somos todos um...

Democracia no Brasil



Democracia, arte da mentira
Piada da desigual igualidade
Dos votos cativos de um povo sem voz
Voto de cabresto do marionetado
Voto calado repetido, sem sentido
No poder, no mercado, no capital, na exploração neoliberal
E Prolifera Fome, doença, violência, ignorância morte e propaganda
Votos nestes bandidos, deste Brasil ...
Neste interim, no congresso do escuso, interesses difusos do toma lá da cá
Bancadas do rural, do curral, da moral, representantes de si,
Senhores do nada,
Jumentos, sarnentos, vossa excelência
Pastores, palhaços, coronéis,
Lulas camufladas,
Infelizes felicianos
Perdidos tucanos
Leões assassinos de leõezinhos
Deu Pt, acabou o protesto no pretexto  
Democracia...
(João Luiz)

domingo, 13 de janeiro de 2013

Poço entulhado

Quem não se ama, não ama!
apenas vaga a deriva,
tem orgasmos da caridade
sempre a merce do oportunismo alheio.

Quem não se ama, é presa!
que vicia-se no raptor
refém da insensibilidade
invadida sempre pela vagueante escória do acaso.

Quem não se ama, vitimiza-se.
é um boicote de si mesmo
ferida invariavelmente.
prende em si, o abusador

quem não se ama se fecha
é como poço entulhado.
Tem água, tem vida
mas, não há quem possa ter acesso a ela.

Fluxo

A correnteza deste rio arrasta tudo.
todos para o mar do coisa nenhuma.
Vacuidade, improdução, formulas, repetição,
potencial desperdiçado, as mesmas sinapses
somos julgados e valorados pelo que se pode ter.

Então, homens se matam, medindo-se pelo outro.
media ponderada, premio do transitório,
rotulo, carimbo e valor falseado.
 tudo em nome do que se pode comprar
e finalmente, mãos vazias.

 Enfim, vejo um rio que deságua nas corredeiras do nada,
vejo vidas desperdiçadas.
o prazer pelo prazer
em conluio com a perversidade
em nome deste falso poderio

Então me vou na contra mão,
no contra fluxo para na ponta da adaga
e quem sabe me encontro em algum lugar dentro de mim.
pois esta estupida arena não se justifica
neste barco de pobres perdidos

sábado, 3 de novembro de 2012

O ser, é para alguns. O ter, para qualquer um

Há um deus barganhante da proteção,
Um diabo, destruidor de incautos sem mediação,
e o seguro do clero tem custo!
a cobertura é mediada pelas igrejas denominadas.
tão diversificadas, quanto a multidão dos apavorados
que pela eminencia de um mal súbito,
correm para elas desesperados
e se fazem refém dos que controlam tudo,
estes donos das soluções magicas.

Anestesiantes não faltam,
sobram donos de templos, dos sermoes, dos irmãos
sacerdotes dos véus remendados,
estes tais intermediários, mediadores das bênçãos,
beneficiários coletores da "divina" receita federal.
e na base, sustentando e dependendo,
pobres homens seguem gemendo
pela guia dos tais dirigentes cegos.
cambaleantes pelo medo.

Inertes jazem a multidão dos zumbificados
pela esperança de um futuro de promessas.
 Quem os atraiu, quem os enganou?
quem de sangue se fartou?
foi a corja dos proponentes da vitória
que vivem a gloria
da "barganha celestial".
patrocinadores do vil, mestres do vão
vendedores da anti-falência.

mas seu fim, enfim, está posto
e seus seguidores loucos,
anulando-se encontram os guias feitos de si
e inalam compulsivamente da droga que tanto querem.
perecendo de sua propria ilusão
quem tem olhos veja, quem não quer se engane
e se perca, na insignificância e seu ter
porque ser, é para alguns,
ter, para qualquer um.
(João Luiz)